Sabe-se que cada dia mais, tudo evolui: A tecnologia, os hábitos, os costumes, as culturas e lógico: nossa maneira de criar diálogo!
Entre uma palavra e outra eis que surgem novas expressões, novas palavras, os famosos neologismos. Tudo isso e muito mais
para estabelecer uma conexão entre as partes, ou seja, nós.Agora, a pergunta é: O que a tecnologia, a evolução, a modernidade e a consciência têm haver com nosso idioma: A língua portuguesa?
De fato sabemos que cada dia mais as pessoas utilizam os mais diferentes modos de se comunicar: celular, mensagem, e-mail, what sapp, facebook, instagram, twitter entre outros. O mundo está cada vez mais moderno e a vida cada vez mais dinâmica. O resultado disso também se volta na forma sobre como nos expressamos. Criamos novos caminhos para chegarmos onde queremos e através das palavras somos capazes de criar e recriar novos ambientes linguísticos.
O que realmente preocupa é que tudo isso se reflete em campos onde não mais deveriam existir tais afetações: redações de concurso, cartas de apresentação para empregos, e-mails corporativos etc. A falta de conscientização de que não estamos conversando com amigos ou, até mesmo, que a linguagem precisa ser diferente dependendo de onde estamos, não está existindo.
Pessoas escrevem não para se expressar melhor, e sim, para concluir com mais rapidez uma ideia que não pode ser esquecida naquela instante.
Vc, ok, qdo, pq, tendi, nops, tc, cgo, ce, ta, to, e outros são exemplos da pobreza da linguagem que a massa brasileira está deixando criar vida.
Nós, professores de língua portuguesa e até outros idiomas, conseguimos facilmente identificar essas expressões dentro de respostas de provas, redações, mensagens de textos por sms e/ou what sapp.
A falta de leitura sadia faz com que crianças, adolescentes e adultos criem constante hábito de escrever de forma inadequada em momentos impróprios para tal.
A mídia conserva uma imagem de que o personagem pobre precisa ser alvo do rotacismo: ''pobrema, Craudia, bicicreta'', são exemplos disso.
Livros que fomentam a literatura de massa também jogam para os leitores alguns fatores que nos fazem cair nas armadilhas do mau hábito de não nos atentarmos para esses detalhes: ''Não fui a show nenhum, ou, não pratiquei nada''. Ora, ou você foi a show nenhum, ou você praticou nada!
Esses são somente alguns exemplos sobre aonde estamos chegando. Para onde estamos evoluindo.
Uma evolução que nos leva a situações contraditórias ao o que realmente precisamos entender sobre nosso idioma.
Consciência e modernidade precisam andar juntas, de forma homogênea, sucinta e segura.