terça-feira, 31 de março de 2015

Modernidade e Consciência

Nos tempos modernos tudo se tornou mais prático: Lavar a louça passou a ser através de uma máquina, lavar roupa também. Secar a roupa; que coisa trabalhoso pôr na corda ou até mesmo quarar (quando se coloca roupas brancas abertas sob a luz do sol e salpica água de 20 em 20 minutos), hoje em dia, máquina! Bicicleta? Elétrica. Cartas? Facebook. Conversa entre duas ou mais pessoas? What sapp. E o que falar da nosso idioma? A língua portuguesa?

Sabe-se que cada dia mais, tudo evolui: A tecnologia, os hábitos, os costumes, as culturas e lógico: nossa maneira de criar diálogo!

Entre uma palavra e outra eis que surgem novas expressões, novas palavras, os famosos neologismos. Tudo isso e muito mais para estabelecer uma conexão entre as partes, ou seja, nós.

Agora, a pergunta é: O que a tecnologia, a evolução, a modernidade e a consciência têm haver com nosso idioma: A língua portuguesa?

De fato sabemos que cada dia mais as pessoas utilizam os mais diferentes modos de se comunicar: celular, mensagem, e-mail, what sapp, facebook, instagram, twitter entre outros. O mundo está cada vez mais moderno e a vida cada vez mais dinâmica. O resultado disso também se volta na forma sobre como nos expressamos. Criamos novos caminhos para chegarmos onde queremos e através das palavras somos capazes de criar e recriar novos ambientes linguísticos.

O que realmente preocupa é que tudo isso se reflete em campos onde não mais deveriam existir tais afetações: redações de concurso, cartas de apresentação para empregos, e-mails corporativos etc. A falta de conscientização de que não estamos conversando com amigos ou, até mesmo, que a linguagem precisa ser diferente dependendo de onde estamos, não está existindo.

Pessoas escrevem não para se expressar melhor, e sim, para concluir com mais rapidez uma ideia que não pode ser esquecida naquela instante.

Vc, ok, qdo, pq, tendi, nops, tc, cgo, ce, ta, to, e outros são exemplos da pobreza da linguagem que a massa brasileira está deixando criar vida.

Nós, professores de língua portuguesa e até outros idiomas, conseguimos facilmente identificar essas expressões dentro de respostas de provas, redações, mensagens de textos por sms e/ou what sapp.

A falta de leitura sadia faz com que crianças, adolescentes e adultos criem constante hábito de escrever de forma inadequada em momentos impróprios para tal.

A mídia conserva uma imagem de que o personagem pobre precisa ser alvo do rotacismo: ''pobrema, Craudia, bicicreta'', são exemplos disso.

Livros que fomentam a literatura de massa também jogam para os leitores alguns fatores que nos fazem cair nas armadilhas do mau hábito de não nos atentarmos para esses detalhes: ''Não fui a show nenhum, ou, não pratiquei nada''. Ora, ou você foi a show nenhum, ou você praticou nada!

Esses são somente alguns exemplos sobre aonde estamos chegando. Para onde estamos evoluindo.

Uma evolução que nos leva a situações contraditórias ao o que realmente precisamos entender sobre nosso idioma.

Consciência e modernidade precisam andar juntas, de forma homogênea, sucinta e segura.

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