No dia 16 de março o Brasil e o mundo puderam assistir ao primeiro capítulo da mais nova obra prima da rede Globo: Babilônia.
A novela escrita por Ricardo Linhares, Gilberto Braga e João Ximenes Braga trouxe euforia, emoção, raiva, ódio e repulsa.
A repercussão a nível nacional foi enorme, e não foi à toa: o beijo gay entre duas senhoras de classe alta foi o ato pioneiro da maior emissora do país. Alvo de severas críticas por parte política de grupos evangélicos fez com que a repercussão fosse ainda maior!
Dentre outros fatores abordados pela obra prima global, temos casos de prostituição, roubo, morte, traição, política, chantagem, impunidade e a clássica historia de amor. A novela, na verdade, é mais recheada desses casos sórdidos em forma de alfinetada do que a própria parte da historia de amor.
A repercussão sobre a trama é tanta que nas redes sociais, jornais, revistas e entre outros veículos de informação fizeram da rede Globo a pioneira na transformação da cultura brasileira.
Outras emissoras também criticam a iniciativa global de mostrar tais cenas de beijo gay, prostituição, política etc.
Analisando sobre tais fatos constatamos que muitos conceitos podemos citar sobre tudo isso. Sabemos que o Brasil passa por constantes reformas políticas e econômicas durante os tempos atuais. Fugir desses temas é querer tapar o sol com a peneira. As transformações sociais ocorrem de forma intensa e não espera o conceito pessoal de cada um para pensar em se tornar realidade.
Podemos iniciar a reflexão sobre o que é certo ou errado ao pensarmos primeiramente no horário em que a novela é exibida. Cerca das 21h20min. Como base das críticas o principal alvo são as crianças. Centenas de pessoas falam que crianças não merecem ser torturadas com cenas entre duas senhoras se beijando. A pergunta é: O que uma criança estaria fazendo às 21h20min em frente à TV?
De forma ''palimpsesta'', deixo e me atrevo a escrever na primeira pessoa minha sincera opinião derradeira: - Quem não quer ver beijo gay, não saia de casa. Quem não quer ver prostituição, não ande pelas ruas do Rio de Janeiro durante a noite. Quem não quer ver traição, não namore ou não case (salvo aqueles que respeitam o relacionamento). Não estou defendendo a rede Globo, e sim, a liberdade de expressão. Todos entendem que durante o horário nobre cenas inapropriadas para menores de idade são comuns em algumas novelas.
Podemos, claramente, chegar a conclusão que a emissora não ensina a fazer essas coisas, ela simplesmente mostra o que acontece na sociedade.
A repulsa que surge dentro de nós, muitas vezes pode ser o nosso próprio ego que não admite algo que já nos aconteceu e que agora estamos revivendo por estarmos assistindo a tais cenas.
Lembro-me bem numa tarde de domingo ao assistir ao programa Domingo Legal, com o Gugu, no SBT, quando a funkeira Tati Quebra Barraco foi perguntada se ela sofre censura pelas músicas que ela produz. A resposta foi perfeita: - Faço meu trabalho porque eu gosto e ouve meu funk quem quiser. Obrigo ninguém a fazer algo de errado e quem estiver incomodado ouve outra coisa!
É mesma situação. Quem não quer assistir as novelas da rede Globo, existem outros canais que podem satisfazer as nossas necessidades.
Bom, críticas a parte, sei que até mesmo este blog pode ser alvo de críticas, assim como qualquer coisa que falamos somos alvos de críticas, todavia, paremos pra pensar no que estamos falando e fazendo, e talvez, chegaremos a conclusão que não seria uma novela que levaria a culpa por fazermos algo que já estamos propícios a fazer!
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