segunda-feira, 20 de abril de 2015

Brasil nos entraves das trevas sociais e intelectuais

Numa bela manhã ensolarada de quarta-feira, mais precisamente no dia 15 de abril, às 11h 00min, eis que me vejo posicionado à minha mesa de trabalho lendo mais uma edição do meu jornal favorito: O Globo.

Como se não bastasse, não me espantei em ler, na página 14, a seguinte matéria: Desafios para melhorar a Educação do País.

Meu ego e desejo de ler a matérias vieram à boca. Comecei então a minha leitura.

Antes de mais nada, eu gostaria de frisar que o que mais me chamou atenção foi o fato de ter lido (...) a Educação do País, e não ''NO'' país. Isso sim fez a diferença.

No desenrolar da leitura eu pude me deliciar com as mais diversas barbaridades existentes naquele texto. Os altos índices de déficit educacional que o Brasil vive é algo estarrecedor. Ainda assim, obtivemos um grau (mínimo, é claro) de avanço no tema educacional.

Guardei então a minha opinião para o final da leitura. Mentira! Comparei minha opinião com o texto em questão. Ao final, percebi que o que eu imaginava tinha algo bem mais além do que o simples horizonte meu, até então.

''Pátria Educadora''. Essas foram as palavras que deram início ao lance de lixo semântico que veio logo após.

A“Pátria Educadora” tem no horizonte, a médio prazo, um desafio que já foi superado pelos países mais avançados: alcançar até 2022 a nota média (6,0) no ensino básico, patamar das nações agrupadas na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos Estados mais desenvolvidos do mundo.
Foi o primeiro parágrafo que pude ler.

De um modo geral, ouve-se demasiadamente o problema sobre a educação de uma forma homogênea. O não desmembramento das partes faz com que essa visão não permita ser analisada, ainda assim, sob os horizontes problemáticos que permeiam entre nós. E os professores? E a condição física das escolas? E as condições de trabalho? E a violência dentro das salas de aula? São essas as partes que precisam ser desmembradas e tratadas uma a uma. Entre outras, é claro!

Milhares de professores ainda não possuem a capacidade para lecionar dentro das escolas. Profissionais mal treinados são fatores que permutam a má conduta e má formação.

A diferença é clara: Alunos de escolas particulares ainda são os melhores colocados no mercado de trabalho. Vale lembrar que os alunos são os mesmos, o que difere é a forma de convivência educacional dentro das salas de aula. A preparação que uns recebem fazem deles pessoas mais bem capacitadas para o mercado de carnificina capitalista que vivemos.

Como se ainda não bastasse, há também a questão política que interfere, hoje, de maneira clara e direta nos pressupostos educacionais vigentes.

O que falta no nosso sistema educacional, talvez, não seja somente uma bela reforma. Todos os anos falamos sobre isso. Precisamos mais do que isso. Precisamos de conscientização. De todas as partes. Dentro e fora das escolas. Dentro e fora de casa. Dentro e fora da mídia.

Mesmo que isso leve anos, quinquênios, décadas e assim por diante, o que mais me orgulharia seria ver um país onde a ''pátria educadora'' fosse algo real, e não palimpsesta às adversidades políticas que vivemos em nossas trevas mentais, onde somente os grandões enxergam e se aproveitam da verdade. Onde os donos das pocilgas não querem deixar de serem os donos da pocilga. Onde os que usufruem da humildade social percam a vontade e ganhem a ombridade de fazer parte de um país lindo, saudoso, educado, limpo e honesto.




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