domingo, 24 de janeiro de 2016

A Primeira Vez

A primeira vez a gente nunca esquece; o primeiro beijo, o primeiro abraço, o primeiro sorriso do dia, a primeira namorada, o primeiro amor, o primeiro pagamento de salário, o primeiro filho e assim vai.
Todos sabemos o quanto é importante as primeiras vezes que diversas situações da vida acontecem.

Andando pelas calçadas que eu mesmo as batizei como ''Caminhos da Barra'' eu me imaginei como um gerente de banco, quando no meu primeiro emprego, eu caminhava rumo à agência bancária onde eu tive o privilégio de trabalhar. O ar soprava gostoso mesmo em pleno verão do Rio quarenta graus que abafava os pedidos de chuva daqueles que andavam abarrotados nos ônibus da nossa cidade.

Quando na minha primeira crise de choro eu me vi sozinho sentado à margem da avenida Rio Santos devido à minha primeira desilusão amorosa. O peito ofegava e queimava de tanta dor, revolta e o sentimento de incapacidade de amar novamente.

Quando nos meus primeiros anos na escola eu me lembro da minha ''tia'' Jurema me ensinando a tabuada. 

Quando na minha primeira paixão eu mal podia caminhar ao lembrar da menina que havia roubado a atenção de todas as outras.

Sem dúvida a primeira vez é o estágio de nossas almas que nunca esquecemos. Nunca esquecemos porque sempre nos marca e nos traz aprendizados infinitos que levamos para o resto de nossas vidas e consequentemente para além do tempo.

Depois das chuvas de verão deste ano de 2016 eu acordei cedo, num dia desses qualquer, e fui para a autoescola. Assim que saí pelo portão eu parei por cerca de 3 segundos e junto com as lágrimas vieram à tona o desejo de voltar no tempo. Ahh, o tempo! Senhor da razão, dono do remédio e da ilusão real da vida. Esse sim teve o poder e a audácia de me mostrar que nem tudo é o dinheiro. Nem tudo é o desejo de subir na vida. Nem tudo requer somente a razão e o assentamento da emoção.

Somos todos capazes de retornar ao tempo de nossas memórias e praticar a ''primeira vez''.

Garanto que você vai se emocionar e ser uma pessoa diferente a cada vez que você retornar à ''primeira vez''.

Vamos tentar? (...)

terça-feira, 16 de junho de 2015

Namorados

Tão bom seria se sempre sentíssemos o mesmo amor todos os dias como da primeira vez que nos apaixonamos.

Já parou pra pensar e refletir sobre a primeira vez que o seu oração se apaixonou? Eu digo paixão de verdade, daqueles que ao ouvir o nome da pessoa amada a gente flutua e vai de encontro ao abismo mais gostoso onde o final dele é uma nuvem de algodão doce! Como é bom se apaixonar!

Namorar então se torna algo completamente alucinógeno com direito a se esvair por entre a egocentricidade da loucura e da razão, mas pensando bem, há sempre um pouco de razão na loucura, mesmo quando se faz algo por amor! Amor: palavra doce que ao mesmo tempo que cega, nos encanta, ao mesmo tempo que machuca, nos cura, e ao mesmo tempo que nos exacerba, nos enobrece.

Namorados são seres iluminados, cheios de luz e proteção, capazes de fazer qualquer coisa por um amor bem ou mal resolvido!

Os limites não existem quando se ama!

Me pergunto o motivo pelo qual alguns casamentos não dão certo. Vejo nas redes sociais que o básico virou motivo de chacota e piada e que somente as grandes coisas e feitos heroicos é que possuem a vez! Carros luxuosos, festas notórias, sapatos caros e carteiras recheadas são os mais belos e ridículos motivos que os corações vazios possuem para ter alguém!

Pobre de espírito e mendigos de pena os que travam batalhas a favor da disputa de um coração que mais do que tenebroso seria aceitar o inaceitável!

As mais belas provas de amor são coisas simples, e que fazem TODA A DIFERENÇA DO MUNDO dentro de um relacionamento. Vale lembrar que relacionamento de verdade é somente à dois. Nada de três, quatro ou suruba! Onde estão os modos? A moral? O respeito com o próprio corpo? A disciplina e a decência? Um café da manhã à cama, um beijo de bom dia, uma ligação no meio do dia, um carinho de preocupação são exemplos do básico.

Conheço pessoas que possuem 30 anos de casados e casais com mais de 40. Brigas são normais, todavia, o mais gostoso é fazer as pazes!

Ao me perguntarem o motivo pelo qual estou solteiro eu nem sempre respondo à altura, ou até mesmo me faço de indiferente. Sou taurino! Gosto da liberdade, até porque não achei alguém que fosse bom o suficiente para me domar num relacionamento. Nossa! Grandes coisas. Na verdade, meu amigo e minha amiga, é que já não se fazem amantes à moda antiga, já não se tem a cumplicidade, não se tem a verdade nos olhos, não mais tem a conversa, ou quem sabe, tem, porém isso não apareceu pra mim, ainda!

Bom mesmo é se apaixonar pela mesma pessoa todos os dias ao invés de procurar fora o que se pode ter dentro. 

Bem, eu me despeço por aqui! Histórias, poemas e poesias são muito bons na teoria. Vou procurar o meu amor, pois sim, em algum lugar ele há de estar! Sendo lapidado, preparado, moldado e vindo de encontro a mim!

Como diz o eterno poeta: (...) Não se prenda a sentimentos antigos, tudo o que se foi vivido me preparou pra você. Não se ofenda com meus amores de antes, todos tornaram-se pontes, pra que eu chegasse a você!!!




quinta-feira, 14 de maio de 2015

A vida como ela é.

Todos os dias acordar e fazer as mesmas coisas se torna um tédio. Principalmente quando não fazemos aquilo que gostamos.
O complicado mesmo é fazer da nossa rotina um hábito de vida saudável. Calma! Nada de lembrar daquelas propagandas de produtos naturais voltados para o público obeso, mas falo sério quando o assunto é felicidade.

Acordar em meio ao tempo fresco e molhado da cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente da zona oeste, me faz olhar pelas grades da minha janela e pensar sobre o que poderia fazer de bom. Levanto e enquanto a batata doce cozinha eu tomo meu banho. Me arrumar, eu acredito que seja a coisa mais gostosa de todas; sentir o cheiro do perfume é algo que me deixa excitadamente feliz!

Tomo meu café sozinho, pois se eu depender da companhia de minha mãe eu chegaria mais do que atrasado ao trabalho.

Enquanto isso, as mais sórdidas lembranças de amor tórridos se passam como um filme em minha cabeça. Lembrei esses dias de um caso de amor marginal, com sua licença - Johny Hooker - , que tive na época do carnaval de 2014. Hoje, mera amizade esfumaçada e forjada no calor do desprezo.

Escovo meus dentes, pego minha bolsa, apanho tudo o que eu acredito precisar para mais um belo dia de trabalho.

Ao chegar à empresa, me deparo com minha mesa que me aguarda com suas centenas de tarefas a fazer, mas não antes sem eu prestar atenção no meu horóscopo, claro! Eis que preciso sempre, eu disse: sempre, visitar as colunas do João Bidu, onde de alguma forma ele tenta ler a minha sorte.

Começo a responder os e-mails, falo com alguns clientes, dou uma de bom moço e volto a ler as páginas do jornal digital O Globo. Em meio ao fascínio de notícias desalmadas, tenho nojo de ler os artigos onde aparece o substantivo próprio: Dilma. Já sei que veio falar de corrupção.

Como se não bastasse, até a Ana Maria Braga vem fazer parte de todas as minhas manhãs, com as mais belas frases de auto ajuda que qualquer vertebrado deveria ler ou ouvir.

Além disso, tomar conta de parte de uma outra empresa através de e-mails me faz crer que é necessário ter muito jogo de cintura quando fazemos tudo isso aos 23 anos.

O sorriso que planto no rosto mostra, justamente, o caminho certo que eu preciso fazer todos os dias pra aguentar a maratona pesada e surrada de trabalho. Mas quantos ''zilhares'' de brasileiros não fazem isso? Quantos milhares de brasileiros pedem para trabalhar e não conseguem emprego? Quantos nem chegam a levantar da cama. Isso sim me faz ter forças pra seguir em frente.

Quando ao imaginar que um dia terei que me preocupar com meus filhos, trabalhar pra investir na educação deles será um mero detalhe. Detalhe tão pequeno de nós dois, pois até pra arrumar alguém legal nesta selva de carnificina está difícil. De toda maneira, aquela famosa frase de que sempre há um chinelo velho pra um pé torto se faz realidade quando o coração aperta, a saudade faz o peito doer, daí vem a crise choro, o emocional toma conta, você grita aos seus clientes e detona uma tarde inteira de trabalho!

''Guenta coração!!'' A vida é assim mesmo. Um dia alto, outros dias baixos. Assim é feita ela, aquela que não te abandona, nem mesmo depois da morte: A vida!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Harry Potter

Nunca pensei que minha vida fosse depender de um personagem fictício de fama internacional.

Lembro-me bem, como se fosse ontem, quando durante as férias de verão, aos 11 anos eu me viciei no filme mais famoso de todos os tempos. As aventuras e peripécias mais fantásticas do maior Bruxo da história me fez o escritor, professor, intérprete e tradutor que sou hoje. Além de ter me deixado mais humano, me fez acreditar que no mundo da magia também podemos encontrar o lado bom das coisas.

Um menino que cresce sob os péssimos cuidados de 2 tios e um primo insuportável cruzou as 4 fronteiras e chegou à milhares de salas de cinemas, causou alvoroço, gritos, correria, escândalos e muita emoção. Como se não bastasse, me converteu a ser o que sou atualmente. Nunca imaginei que ser professor de inglês pudesse me fazer tão feliz, na verdade nem nunca me passou pela mente até o dia que assisti ao primeiro filme da saga.

O filme conta com 8 grandes longa metragens cheios de efeitos especiais que nos mantêm grudados na telinha.

Numa atuação sem igual, Daniel Radcliffe dá vida ao personagem mais magnífico da história do cinema internacional. Emma Watson e Rupert Grint não ficam atrás. Mostram os talentos por detrás de uma bruxa talentosa de sangue-ruim e filha de trouxas (quem não é bruxo), enquanto Rupert é o atrapalhado e esperançoso Rony.

Harry Potter é mais do que a historia de um simples bruxo que descobre aos 11 anos a verdadeira origem. É uma história que nos remete ao nosso próprio eu. Nos faz entender que a vida continua, mesmo quando possuímos perdas irreparáveis.

Harry Potter nos faz entender que a amizade são para poucos. Poucos os que têm a audácia de investir o tempo em fazer durar uma boa amizade. Nos faz entender que a vida precisa ter momentos idiotas, falar bobagens, fazer ''artes'' e nos aventurarmos.

Harry Potter nos mostra que em meios a momentos tórridos, somos obrigado a seguir em frente, mesmo sem escolha, ou talvez, escolher o caminho certo, e mesmo que não seja o certo, façamos dar certo. Entendemos que existem momentos em que estamos sozinhos, mas nunca deixando de estar com quem amamos.

Com a licença da palavra e da poética a mim permitidas, faço minhas as palavras de Dumbledore: Não vale a pena viver sonhando e esquecer de viver. ''Não tenha pena dos mortos, e sim, dos vivos. Palavras, na minha humilde opinião, são fontes inesgotáveis de energia''.

Sábias palavras do nosso saudoso Velhinho de barbas brancas. Velhinho com letra maiúscula, sim, pois ele foi uma peça fundamental na trajetória de Harry, amigos e das nossas também, somente para aqueles que entendem o significado de uma barba e grande sabedoria.

Parabéns a todos aqueles que assim como eu, fazem parte de um imenso conglomerado de fãs ao redor do universo. Dedico aqui, os meus mais sinceros votos àquele que nos fez chorar lágrimas incessantes ao saber que a saga terminou, que o Bruxo crescer, que Lord Voldemort morreu, que Simas, Neville e Draco não mais nos farão sorrir com as trágicas e cômicas aventuras vividas nos filmes.

E a você, que está lendo este post, neste momento, não deixe de assistir, aprender e se emocionar também com Ele, Harry Potter!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Debret

É lindo poder se deliciar quando se tem vontade. Seja lá do que for!

A vida é inconstante demais pra ser levada tão a sério.

Não te deixes abater pela soberba da vida adulta e organizada. Mexa-se dentro do seu próprio interior para melhor encontrar sua razão de ser.

Nossa, nunca pensei que ser um autor defunto ou um defunto autor fosse tão difícil fora da imaginação de Brás Cubas. Quanto mais começar a escrever este artigo assim, de maneira tão abstrata.

Lembro como se fosse ontem, aliás, foi ontem, dia 19 de abril, o dia em que fui dar um passeio pelas ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro. Domingo de sol entre nuvens, daqueles onde somente os veículos faziam parte da estrutura paisagística do centro urbano. Andando eu podia  contemplar os resquícios do que sobrou da arquitetura do século passado. Os traços, mais o pouco verde que restou nas árvores e a cor barroca dos prédios antigos faziam do centro os verdadeiros traços artísticos das obras de Debret.

Ao final do passeio eu já me encontrava ali, parado diante das obras dele. Quem diria, imaginar foi, naquele instante, materializar diante de mim as obras do homem que mais soube representar o Rio de Janeiro na contemporaneidade.

Que traços! Nunca vi algo igual. 15 anos de Rio de Janeiro fez do estrangeiro residente o artista mais conhecido na Europa e agora, aqui.

Não somente as obras são tão perfeitas, mas toda a magia de Debret nos traz a lembrança de quão derradeiro fora o nosso passado.

Escravos, imperadores, anarquistas, imigrantes e todos os tipos de povos estavam bem ali, diante dos meus olhos.

Me sentia uma criança impressionada admirando o início do Rio de Janeiro à beira da Praia Grande, ou até mesmo, a vista da Guanabara, tão deserta quanto os arcos da Lapa em noite de Natal.

Nunca se viu um Rio de Janeiro mais belo ao grafiti de um lápis e à tinta de um pincel.

Sem dúvida o maior desejo de Debret era ser lembrado por toda a eternidade.

Espero que assim como eu, outras pessoas também possam ter a honra de compartilhar esses momentos tórridos de silêncio em euforia. Momentos em que a arte fala, grita, ecoa em emoções fulgentes por toda a nossa imaginação.

É lindo poder se deliciar quando se tem vontade. Seja lá do que for!

Brasil nos entraves das trevas sociais e intelectuais

Numa bela manhã ensolarada de quarta-feira, mais precisamente no dia 15 de abril, às 11h 00min, eis que me vejo posicionado à minha mesa de trabalho lendo mais uma edição do meu jornal favorito: O Globo.

Como se não bastasse, não me espantei em ler, na página 14, a seguinte matéria: Desafios para melhorar a Educação do País.

Meu ego e desejo de ler a matérias vieram à boca. Comecei então a minha leitura.

Antes de mais nada, eu gostaria de frisar que o que mais me chamou atenção foi o fato de ter lido (...) a Educação do País, e não ''NO'' país. Isso sim fez a diferença.

No desenrolar da leitura eu pude me deliciar com as mais diversas barbaridades existentes naquele texto. Os altos índices de déficit educacional que o Brasil vive é algo estarrecedor. Ainda assim, obtivemos um grau (mínimo, é claro) de avanço no tema educacional.

Guardei então a minha opinião para o final da leitura. Mentira! Comparei minha opinião com o texto em questão. Ao final, percebi que o que eu imaginava tinha algo bem mais além do que o simples horizonte meu, até então.

''Pátria Educadora''. Essas foram as palavras que deram início ao lance de lixo semântico que veio logo após.

A“Pátria Educadora” tem no horizonte, a médio prazo, um desafio que já foi superado pelos países mais avançados: alcançar até 2022 a nota média (6,0) no ensino básico, patamar das nações agrupadas na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos Estados mais desenvolvidos do mundo.
Foi o primeiro parágrafo que pude ler.

De um modo geral, ouve-se demasiadamente o problema sobre a educação de uma forma homogênea. O não desmembramento das partes faz com que essa visão não permita ser analisada, ainda assim, sob os horizontes problemáticos que permeiam entre nós. E os professores? E a condição física das escolas? E as condições de trabalho? E a violência dentro das salas de aula? São essas as partes que precisam ser desmembradas e tratadas uma a uma. Entre outras, é claro!

Milhares de professores ainda não possuem a capacidade para lecionar dentro das escolas. Profissionais mal treinados são fatores que permutam a má conduta e má formação.

A diferença é clara: Alunos de escolas particulares ainda são os melhores colocados no mercado de trabalho. Vale lembrar que os alunos são os mesmos, o que difere é a forma de convivência educacional dentro das salas de aula. A preparação que uns recebem fazem deles pessoas mais bem capacitadas para o mercado de carnificina capitalista que vivemos.

Como se ainda não bastasse, há também a questão política que interfere, hoje, de maneira clara e direta nos pressupostos educacionais vigentes.

O que falta no nosso sistema educacional, talvez, não seja somente uma bela reforma. Todos os anos falamos sobre isso. Precisamos mais do que isso. Precisamos de conscientização. De todas as partes. Dentro e fora das escolas. Dentro e fora de casa. Dentro e fora da mídia.

Mesmo que isso leve anos, quinquênios, décadas e assim por diante, o que mais me orgulharia seria ver um país onde a ''pátria educadora'' fosse algo real, e não palimpsesta às adversidades políticas que vivemos em nossas trevas mentais, onde somente os grandões enxergam e se aproveitam da verdade. Onde os donos das pocilgas não querem deixar de serem os donos da pocilga. Onde os que usufruem da humildade social percam a vontade e ganhem a ombridade de fazer parte de um país lindo, saudoso, educado, limpo e honesto.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Babilônia

No dia 16 de março o Brasil e o mundo puderam assistir ao primeiro capítulo da mais nova obra prima da rede Globo: Babilônia.

A novela escrita por Ricardo Linhares, Gilberto Braga e João Ximenes Braga trouxe euforia, emoção, raiva, ódio e repulsa.

A repercussão a nível nacional foi enorme, e não foi à toa: o beijo gay entre duas senhoras de classe alta foi o ato pioneiro da maior emissora do país. Alvo de severas críticas por parte política de grupos evangélicos fez com que a repercussão fosse ainda maior!

Dentre outros fatores abordados pela obra prima global, temos casos de prostituição, roubo, morte, traição, política, chantagem, impunidade e a clássica historia de amor. A novela, na verdade, é mais recheada desses casos sórdidos em forma de alfinetada do que a própria parte da historia de amor.

A repercussão sobre a trama é tanta que nas redes sociais, jornais, revistas e entre outros veículos de informação fizeram da rede Globo a pioneira na transformação da cultura brasileira.

Outras emissoras também criticam a iniciativa global de mostrar tais cenas de beijo gay, prostituição, política etc.

Analisando sobre tais fatos constatamos que muitos conceitos podemos citar sobre tudo isso. Sabemos que o Brasil passa por constantes reformas políticas e econômicas durante os tempos atuais. Fugir desses temas é querer tapar o sol com a peneira. As transformações sociais ocorrem de forma intensa e não espera o conceito pessoal de cada um para pensar em se tornar realidade.

Podemos iniciar a reflexão sobre o que é certo ou errado ao pensarmos primeiramente no horário em que a novela é exibida. Cerca das 21h20min. Como base das críticas o principal alvo são as crianças. Centenas de pessoas falam que crianças não merecem ser torturadas com cenas entre duas senhoras se beijando. A pergunta é: O que uma criança estaria fazendo às 21h20min em frente à TV?

De forma ''palimpsesta'', deixo e me atrevo a escrever na primeira pessoa minha sincera opinião derradeira: - Quem não quer ver beijo gay, não saia de casa. Quem não quer ver prostituição, não ande pelas ruas do Rio de Janeiro durante a  noite. Quem não quer ver traição, não namore ou não case (salvo aqueles que respeitam o relacionamento). Não estou defendendo a rede Globo, e sim, a liberdade de expressão. Todos entendem que durante o horário nobre cenas inapropriadas para menores de idade são comuns em algumas novelas.

Podemos, claramente, chegar a conclusão que a emissora não ensina a fazer essas coisas, ela simplesmente mostra o que acontece na sociedade.

A repulsa que surge dentro de nós, muitas vezes pode ser o nosso próprio ego que não admite algo que já nos aconteceu e que agora estamos revivendo por estarmos assistindo a tais cenas.

Lembro-me bem numa tarde de domingo ao assistir ao programa Domingo Legal, com o Gugu, no SBT, quando a funkeira Tati Quebra Barraco foi perguntada se ela sofre censura pelas músicas que ela produz. A resposta foi perfeita: - Faço meu trabalho porque eu gosto e ouve meu funk quem quiser. Obrigo ninguém a fazer algo de errado e quem estiver incomodado ouve outra coisa!

É mesma situação. Quem não quer assistir as novelas da rede Globo, existem outros canais que podem satisfazer as nossas necessidades.

Bom, críticas a parte, sei que até mesmo este blog pode ser alvo de críticas, assim como qualquer coisa que falamos somos alvos de críticas, todavia, paremos pra pensar no que estamos falando e fazendo, e talvez, chegaremos a conclusão que não seria uma novela que levaria a culpa por fazermos algo que já estamos propícios a fazer!